O Que Há de Novo no Tratamento da Psoríase em 2026? Conheça as Terapias Mais Avançadas

O Que Há de Novo no Tratamento da Psoríase em 2026? Conheça as Terapias Mais Avançadas

Introdução: A Psoríase de 2026 Não É a Psoríase de 20 Anos Atrás

Existe uma geração de pacientes com psoríase que lembra de um tempo em que o tratamento era basicamente sobreviver às crises. Metotrexato que causava náuseas. Ciclosporina que exigia monitoramento renal constante. Cremes de alcatrão que manchavam tudo. Fototerapia que exigia visitas frequentes ao consultório e tinha resultado limitado. Acitretina que ressecava os lábios e exigia anticoncepção rigorosa por anos após o uso.

Esse tempo não acabou completamente — esses tratamentos ainda têm seu papel no arsenal do Dr. Leandro Leite. Mas o panorama do tratamento da psoríase mudou de forma radical nas últimas duas décadas, e as transformações que chegaram em 2025 e 2026 representam um novo capítulo nessa história.

O Dr. Leandro Leite acompanha de perto os avanços científicos nessa área — participando de congressos, revisando a literatura médica e atualizando continuamente sua prática clínica. O objetivo deste artigo é traduzir, em linguagem acessível, o que há de mais atual e eficaz no tratamento da psoríase — para que os pacientes cheguem ao consultório informados, com perguntas melhores e com expectativas mais realistas sobre o que é possível conquistar.

Porque hoje, pela primeira vez na história da medicina, falar em pele completamente limpa para um paciente com psoríase moderada a grave deixou de ser utopia — passou a ser meta terapêutica concreta.

 


 

Entendendo Por Que os Novos Tratamentos São Tão Diferentes

Para entender por que os novos tratamentos da psoríase representam um salto tão grande, é preciso entender o que mudou na compreensão da doença.

Por muito tempo, a psoríase foi tratada como um problema de pele — um excesso de produção de células cutâneas que precisava ser suprimido. Os tratamentos antigos agiam de forma ampla e inespecífica sobre o sistema imunológico ou diretamente sobre a multiplicação celular.

O Dr. Leandro Leite explica que a revolução começou quando os pesquisadores identificaram as vias inflamatórias específicas envolvidas na psoríase. A doença é mediada principalmente por linfócitos T helper 17 (Th17) e por citocinas específicas — proteínas de sinalização do sistema imunológico — entre as quais o TNF-alfa (fator de necrose tumoral alfa), a interleucina 17 (IL-17), a interleucina 23 (IL-23) e a interleucina 12/23 são as principais. Ao identificar esses alvos moleculares precisos, os pesquisadores puderam desenvolver medicamentos que bloqueiam exatamente esses mecanismos — sem suprimir o sistema imunológico de forma ampla.

Essa é a lógica dos imunobiológicos — e é o que os torna tão diferentes e, em muitos casos, tão superiores aos tratamentos anteriores.

 


 

Os Imunobiológicos: A Revolução que Chegou Para Ficar

Os imunobiológicos são proteínas produzidas por biotecnologia que atuam de forma altamente específica sobre moléculas do sistema imunológico. Na psoríase, existem quatro grandes classes, cada uma com um alvo diferente.

Os inibidores de TNF-alfa foram os primeiros a chegar, no início dos anos 2000. O etanercepte, o infliximabe e o adalimumabe fazem parte dessa classe. Representaram uma revolução em relação aos tratamentos disponíveis na época, com taxas de resposta muito superiores. Ainda são usados pelo Dr. Leandro Leite em casos selecionados, especialmente pela maior experiência de uso a longo prazo. Mas foram superados em eficácia pelos agentes mais novos.

Os inibidores de IL-12/23 — ustekinumabe — foram o segundo passo. Atuam bloqueando uma proteína de sinalização compartilhada por essas duas interleucinas. Têm boa eficácia, especialmente para psoríase moderada a grave, e têm como vantagem a posologia conveniente — injeções a cada 12 semanas após a fase inicial.

Os inibidores de IL-17 foram um novo salto de eficácia. O secuquinumabe, o ixequizumabe e o bimequizumabe bloqueiam a IL-17, uma das citocinas mais importantes na inflamação da psoríase. Com esses agentes, o Dr. Leandro Leite alcança taxas de resposta muito superiores às das gerações anteriores — mais de 90% dos pacientes tratados com ixequizumabe ou bimequizumabe atingem PASI 90 (redução de 90% das lesões) nos estudos clínicos. O bimequizumabe, que bloqueia tanto IL-17A quanto IL-17F, mostrou resultados ainda mais robustos.

Os inibidores de IL-23 são a classe mais recente e, em muitos aspectos, a mais promissora. O guselcumabe, o risanquizumabe e o tilraquizumabe bloqueiam a subunidade p19 da IL-23, que é central na ativação dos linfócitos Th17. Essa estratégia resulta em eficácia muito alta, com uma vantagem adicional: a posologia extremamente espaçada. O risanquizumabe e o tilraquizumabe, por exemplo, chegam a ser administrados a cada 16 semanas — praticamente quatro vezes por ano — após a fase de indução. Para o Dr. Leandro Leite, esse perfil de posologia melhora muito a adesão ao tratamento a longo prazo.

 


 

O Que Há de Mais Novo em 2025 e 2026

O Dr. Leandro Leite tem acompanhado com atenção os dados clínicos mais recentes que chegaram em 2025 e início de 2026, e os avanços são concretos.

O bimequizumabe consolidou sua posição como um dos agentes mais eficazes disponíveis para psoríase moderada a grave. Os dados de longo prazo — agora com seguimento de 3 a 4 anos — confirmam eficácia sustentada e perfil de segurança adequado. O Dr. Leandro Leite considera essa classe uma das principais opções para pacientes que buscam pele completamente limpa de forma duradoura.

O deucravacitinibe representa um avanço em outra direção — não é um biológico injetável, mas um inibidor oral seletivo de TYK2 (tirosina quinase 2), uma enzima de sinalização intracelular envolvida nas vias de IL-17 e IL-23. Aprovado para psoríase moderada a grave, o deucravacitinibe é o primeiro medicamento oral de nova geração com eficácia superior ao apremilaste e comparável a alguns biológicos — com a vantagem de ser tomado por via oral, o que muitos pacientes preferem às injeções. O Dr. Leandro Leite o considera uma opção importante para pacientes que têm resistência ou dificuldade com medicamentos injetáveis.

Os anticorpos biespecíficos — que bloqueiam dois alvos simultaneamente — estão em fase de desenvolvimento avançado e estudos com esses agentes na psoríase mostram resultados preliminares muito promissores. O Dr. Leandro Leite acompanha esses dados de perto e espera que novas opções cheguem ao mercado brasileiro nos próximos anos.

A psoríase ungueal e a psoríase em placas difíceis de tratar — como a psoríase palmoplantar (nas palmas das mãos e plantas dos pés) e a psoríase do couro cabeludo — têm se beneficiado especialmente dos inibidores de IL-17 e IL-23, que mostram boa penetração nesses locais historicamente desafiadores.

 


 

Para Além dos Biológicos: O Papel dos Pequenos Moleculares

Os "small molecules" — pequenas moléculas de síntese química que atuam em alvos intracelulares — representam outra linha de inovação que o Dr. Leandro Leite acompanha.

O apremilaste, inibidor da fosfodiesterase 4 (PDE4), é um medicamento oral já disponível há alguns anos para psoríase moderada e artrite psoriásica. Tem eficácia menor do que os biológicos, mas é uma opção conveniente para casos selecionados, especialmente psoríase leve a moderada que não respondeu bem ao metotrexato.

O deucravacitinibe, mencionado anteriormente, é o representante mais moderno dessa classe e o que tem mostrado resultados mais impressionantes. O Dr. Leandro Leite avalia caso a caso qual medicamento — biológico injetável ou oral de nova geração — melhor se encaixa ao perfil e às preferências de cada paciente.

 


 

Tratamentos Tópicos: A Inovação Que Chegou aos Cremes

A inovação no tratamento da psoríase não ficou apenas nos medicamentos sistêmicos. O Dr. Leandro Leite destaca um avanço importante também nos tratamentos tópicos: o tapinarof e o roflumilaste em creme.

O tapinarof é um modulador do receptor de hidrocarbonetos arila (AHR) — um mecanismo completamente novo nos tópicos para psoríase. Ele reduz a produção de citocinas inflamatórias na pele de forma localizada, sem os efeitos colaterais dos corticosteroides tópicos como atrofia da pele. Isso o torna especialmente útil para áreas sensíveis — face, dobras, genitais — onde o uso prolongado de corticosteroides é problemático. O Dr. Leandro Leite acompanha a chegada dessas moléculas ao mercado brasileiro com interesse.

O roflumilaste em creme, inibidor de PDE4 de uso tópico, também representa uma inovação nessa linha — eficaz para psoríase em placas com bom perfil de segurança para uso prolongado.

 


 

Como o Dr. Leandro Leite Escolhe o Tratamento Certo Para Cada Paciente

Com tantas opções disponíveis, a pergunta que os pacientes fazem ao Dr. Leandro Leite é frequente: "Qual é o melhor tratamento para mim?"

A resposta honesta é: depende. E o Dr. Leandro Leite não está evitando a pergunta — está sendo preciso. Porque a escolha do tratamento para psoríase é personalizada, e os fatores que entram nessa equação são muitos.

A gravidade da psoríase — avaliada pelo PASI (Psoriasis Area and Severity Index) e pelo DLQI (Dermatology Life Quality Index) — é o primeiro critério. Casos leves a moderados podem ser controlados com tópicos. Casos moderados a graves geralmente precisam de tratamento sistêmico.

A presença de artrite psoriásica associada influencia muito a escolha — alguns biológicos têm indicação aprovada tanto para psoríase cutânea quanto para artrite psoriásica, o que pode simplificar o tratamento.

O histórico de tratamentos anteriores, a presença de comorbidades (doenças cardiovasculares, diabetes, doenças inflamatórias intestinais, infecções recorrentes), a preferência do paciente por injeção ou comprimido, a possibilidade de gestação, o estilo de vida — todos esses fatores entram na decisão que o Dr. Leandro Leite toma em conjunto com seu paciente.

O Dr. Leandro Leite também avalia o acesso ao tratamento — alguns biológicos têm cobertura pelo SUS ou por programas de acesso a medicamentos das próprias farmacêuticas, e o médico orienta seus pacientes sobre essas possibilidades.

 


 

Metas do Tratamento: O Que É Possível Esperar Hoje

O Dr. Leandro Leite define metas claras com seus pacientes. As diretrizes mais recentes da dermatologia estabelecem como meta de tratamento para psoríase moderada a grave atingir PASI 90 — ou seja, redução de pelo menos 90% das lesões — em até 6 meses de tratamento. Com os inibidores de IL-17 e IL-23, essa meta é atingida pela maioria dos pacientes.

Alguns pacientes atingem PASI 100 — pele completamente limpa. O Dr. Leandro Leite comemora com seus pacientes quando isso acontece, porque alguns deles passaram décadas convivendo com lesões extensas e nunca imaginaram que esse nível de controle seria possível.

Mas o Dr. Leandro Leite também é transparente: os resultados variam entre indivíduos, e nem todos respondem da mesma forma ao mesmo tratamento. Quando um tratamento não atinge a meta esperada, a estratégia é ajustada. O acompanhamento contínuo é o que garante que o paciente esteja sempre no melhor tratamento disponível para o seu caso específico.

 


 

Perguntas e Respostas Sobre os Novos Tratamentos da Psoríase

P: Os imunobiológicos são seguros a longo prazo?
R: Sim, dentro de critérios adequados de seleção e monitoramento. Os dados de segurança a longo prazo — agora com mais de 10 anos de acompanhamento para alguns agentes — mostram que os biológicos para psoríase têm perfil de segurança favorável. O Dr. Leandro Leite realiza avaliações periódicas — laboratoriais e clínicas — em todos os pacientes em uso de biológicos.

P: Biológico para psoríase é coberto pelo plano de saúde?
R: Depende do plano e do agente específico. O Dr. Leandro Leite orienta seus pacientes sobre as possibilidades de cobertura — plano de saúde, programas de acesso das farmacêuticas e, para casos elegíveis, protocolos do SUS.

P: Posso engravidar usando biológico para psoríase?
R: Esse é um tema que o Dr. Leandro Leite discute individualmente com cada paciente. Algumas mulheres precisam ajustar o tratamento antes e durante a gestação. A decisão é feita em conjunto com o médico, considerando o risco de descontinuar o tratamento versus os dados de segurança disponíveis para cada agente na gestação.

P: Os novos tratamentos também funcionam para artrite psoriásica?
R: Sim. Vários biológicos aprovados para psoríase cutânea — especialmente os inibidores de IL-17, IL-23 e TNF-alfa — também têm aprovação para artrite psoriásica. O Dr. Leandro Leite trabalha em conjunto com reumatologistas no manejo de pacientes com as duas manifestações.

P: Quanto tempo preciso usar o biológico?
R: A psoríase é uma doença crônica, e os biológicos são tratamentos de longo prazo. O Dr. Leandro Leite orienta que a descontinuação do tratamento geralmente leva à recorrência das lesões. Em alguns casos de remissão prolongada, pode ser avaliada a tentativa de espaçamento das doses — mas sempre sob supervisão médica.

 


 

Conclusão

O tratamento da psoríase em 2026 oferece possibilidades que seriam inimagináveis há 20 anos. Pele completamente limpa, melhora sustentada da qualidade de vida, controle simultâneo da psoríase cutânea e articular — tudo isso passou a fazer parte do horizonte real de quem tem psoríase moderada a grave.

O Dr. Leandro Leite está atualizado com os melhores tratamentos disponíveis e comprometido em oferecer a cada paciente a terapia mais adequada ao seu perfil, suas necessidades e suas metas. Se você tem psoríase e sente que o seu tratamento atual não está entregando o que deveria, talvez seja hora de conversar com o Dr. Leandro Leite sobre o que há de novo.

As informações contidas neste artigo têm caráter educativo e informativo, em conformidade com a Resolução CFM nº 2.336/2023. Elas não substituem a consulta médica individualizada com o Dr. Leandro Leite.

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